Data de publicação
27/04/2026
É primavera: chegam os primeiros dias quentes e a época de prolongar as nossas atividades ao ar livre graças ao sol, mas também é época de alergias respiratórias.
Esta altura do ano traz consigo pólen, flores e pó em geral, o que pode ser um verdadeiro pesadelo para quem sofre de alergias. De acordo com dados do Ministério da Saúde, 15% da população espanhola sofre de alergia ao pólen, conhecida como polinose. Esta condição afeta principalmente os olhos e o trato respiratório (nariz e pulmões) e pode durar vários meses, mesmo durante o verão.
Embora não exista cura para as alergias respiratórias, uma vez que se trata de uma condição crónica, os sintomas podem ser aliviados e podem ser tomadas medidas preventivas para os reduzir e controlar melhor a condição. A melhor prevenção é evitar a exposição ao pólen durante a época de maior polinização, fechar as janelas e utilizar ar condicionado, se possível. No entanto, a maioria das pessoas necessita de medicação para aliviar os sintomas.
Existem alergias respiratórias graves que, para além dos sintomas mais comuns já referidos, provocam fadiga, cansaço extremo, dificuldade em dormir ou falta de ar, sobretudo se também existir asma. Nestes casos, a fisioterapia respiratória pode ser utilizada como intervenção complementar.
Fisioterapia Respiratória como Complemento ao Tratamento das Alergias
Esta abordagem pode ajudar a melhorar a mecânica respiratória e a gerir melhor o dia-a-dia com recursos práticos, reduzindo assim os sintomas.
A fisioterapia respiratória atua na função pulmonar, na drenagem das secreções e no controlo da ventilação. O seu objetivo é melhorar a perceção da respiração e gerir melhor a sensação de dispneia quando presente, especialmente em pessoas com hiperreatividade brônquica ou asma associada.
Alguns aspetos-chave da fisioterapia respiratória para pessoas com alergias incluem:
- Aprender a controlar a respiração, alongando as expirações para promover uma respiração mais eficiente em situações de congestão ou sensação de falta de ar.
- Praticar atividade física moderada para manter o bem-estar e a capacidade pulmonar.
- Realizar irrigação nasal diária para eliminar os alergénios e aliviar a congestão nasal.
- Em alguns casos, é importante aprender técnicas para controlar a tosse quando esta está presente e é irritante, especialmente se houver comprometimento brônquico associado.
A fisioterapia respiratória ajuda, assim, a um melhor controlo das crises alérgicas graças às suas técnicas respiratórias, que contribuem para um maior controlo da respiração e uma melhor qualidade de vida para quem sofre de alergias.
https://www.sanidad.gob.es/ciudadanos/enfLesiones/enfNoTransmisibles/alergias.htm
Boletim de Fisioterapia nº 162 do Colégio de Fisioterapeutas da Catalunha